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    A Bíblia - A Autoridade da Bíblia


    Este é o 2º artigo da série A Bíblia. O primeiro é:


    A Autoridade da Bíblia

    A civilização ocidental atravessa uma severa “crise de autoridade”, não se restringindo apenas ao campo da fé nem ameaçando especial ou unicamente os crentes. A autoridade paterna, a autoridade conjugal, a autoridade política, a autoridade acadêmica e a autoridade eclesiástica estão sendo impiedosamente questionadas. Não somente determinados tipos de autoridade – a autoridade das Escrituras, do papa, dos governantes etc. -, mas o próprio conceito de autoridade está sendo fortemente desafiado. Assim, a crise dos dias de hoje relacionada à autoridade bíblica espelha um escasso consenso civilizacional em assuntos que dizem respeito à soberania e submissão.

    Em certos aspectos, o contemporâneo questionamento da autoridade tem uma legítima base moral e é altamente louvável. O século XX testemunhou a ascensão de déspotas cruéis e arbitrários, que impuseram ditames totalitários em cidadãos politicamente escravizados. Nos Estados Unidos, o poder político foi mal empregado durante e assim chamada era Watergate. O poder das corporações foi manipulado para se obter vantagens institucionais, não só por enormes conglomerados, mas também por grandes sindicatos trabalhistas.


    Revolta contra a Autoridade Bíblica

    Juiz de homens e nações, o Deus que a si mesmo se revelou exerce ilimitada autoridade e poder. Toda autoridade e poder dos seres criados provém de Deus. Como Criador soberano de tudo, o Deus da Bíblia deseja e tem o direito de ser obedecido. O poder que Deus outorga é uma confiança divina, uma mordomia. Os seres criados por Deus são moralmente responsáveis pelo uso ou abuso dessa outorga. Na sociedade de seres humanos caídos, Deus controla o governo civil para a promoção da justiça e da ordem. Ele aprova uma ordem de relacionamentos autoritários e criativos nas famílias, estipulando certas responsabilidades aos maridos, esposas e filhos. Também determina um padrão de prioridade para a Igreja: Jesus Cristo, o cabeça, profetas e apóstolos, pelos quais veio a revelação da redenção, e assim por diante. As inspiradas Escrituras, revelando a vontade transcendente de Deus em forma escrita e objetiva, são a regra da fé e conduta através da qual Jesus exerce sua autoridade divina na vida do crente.

    Em nossos dias, a revolta contra determinadas autoridades tem se expandido para uma rebeldia contra toda autoridade transcendente externa. O atual questionamento de autoridade é tolerado e promovido em muitos círculos acadêmicos. Filósofos com uma perspectiva radicalmente secular afirmam que Deus e o sobrenatural são concepções míticas, que os processos e eventos naturais abrangem somente a realidade final. Dizem que toda existência é temporal e mutável; declaram que todas as crenças e ideais são relativos à época e cultura nas quais surgem. Asseveram, portanto, que a religião cristã, como todas as outras, é meramente um fenômeno cultural. As afirmações bíblicas de autoridade divina são rejeitadas por tais pensadores. A revelação transcendente, as verdades estabelecidas e os mandamentos imutáveis são descartados como ficção devota.

    Em nome da suposta “idade madura” do homem, o secularismo radical advoga a autonomia humana e a individualidade criativa. Dizem que o homem é senhor de si mesmo e o inventor dos seus próprios ideais e valores. Habita em um universo que supostamente foi feito sem objetivo, que se presume tenha se engendrado a si mesmo por meio de um acidente cósmico. Portanto, declara-se que os seres humanos são inteiramente livres para impor na natureza e na História qualquer critério moral que preferirem. Sob tal ótica, insistir em verdades e valores concedidos por Deus, em princípios transcendentes, seria reprimir a realização pessoal e retardar o desenvolvimento criativo de cada ser. Desse modo, a visão radicalmente secular vai além do opor-se a determinadas autoridades externas, cujas reivindicações são consideradas arbitrárias ou imorais. O secularismo radical é agressivamente hostil e toda autoridade externa e objetiva, encarando-a como intrinsecamente restritiva ao espírito humano autônomo.

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    Este artigo está no tópico – Bíblia e Bibliologia

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