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    Sermão de Agostinho sobre a devastação de Roma


    Introdução
    (Para entender melhor o momento histórico)
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    No ano 410, os vândalos chefiados por Alarico saquearam Roma. A ordem antiga estava chegando ao fim. Em breve, começaria uma nova época para a Europa, designada mais tarde pelos historiadores como a Idade Média.
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    Os romanos assistem ao desmoronamento de seu mundo. A própria continuidade da Igreja parece ameaçada. Agostinho (354-430), como cidadão romano e bispo de uma cidade romana do norte da África, Hipona (que poucos anos depois cairá igualmente nas mãos dos vândalos), não deixa de refletir sobre o trágico fato: uma primeira e emocionada reação de Agostinho é este sermão De urbis excidio, sobre a devastação da grande capital do Império.
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    As considerações de José Morán [1] ajudam-nos a compreender o alcance e a importância deste sermão: "Agostinho sobe ao púlpito angustiado pelo peso de uma grande responsabilidade histórica. E profere o sermão De urbis excidio, um dos mais patéticos e mais emocionantes de todos os tempos."Foi tal a depressão que esses acontecimentos causaram ao bispo, que ele se propôs desenvolver o programa traçado no De urbis excidio numa obra maior. De urbis excidio é a Cidade de Deus em escala menor, é uma maquete da Cidade de Deus: é um esboço potente, colorido, dramático das respostas de Agostinho."Neste célebre discurso, resumem-se as grandes idéias que serão expostas ao longo dos 22 livros da Cidade de Deus. Os graves problemas tratados nesta famosíssima homilia são os mesmos que ressoarão mais tarde na tribuna da História. Deus, com freqüência, prova justos e pecadores: uns para provação; outros, para castigo; mas Deus é sempre justo. Agostinho recorre às Escrituras. Analisa os exemplos de Jó, Abraão, Daniel e Noé. Faz outras mil piruetas retóricas com argumentos piedosos e crus em sua maior parte. Recorre, por fim, ao... (Para continuar lendo clique aqui).
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