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    A Idade Média e o Renascimento – c. 1050 – c. 1500 - Parte I


    Este é o 5º Artigo da série História da Teologia Cristã. Os quatro primeiros são:

    01 - Introdução Geral
    02 - Período Patrístico - Parte I
    03 - Período Patrístico - Parte II
    04 - Período Patrístico - Parte III

    O período patrístico concentrou-se em torno do mundo mediterrâneo e de centros de poder como Roma e Constantinopla. A queda de Roma, ocasionada pela ação de tropas invasoras vindas do norte, lançou o mundo mediterrâneo ocidental em um completo caos. A instabilidade estendeu-se por toda a região. Os historiadores ainda se referem ao período que vai da queda de Roma até cerca do ano 1000 como a “Idade das Trevas”, em uma indicação de que a cultura e o ensino eram relativamente difíceis de obter ao longo desses séculos de instabilidade e insegurança. Embora o debate teológico tenha prosseguido na igreja ocidental ao longo desse período, enfrentava um contexto em que imperava uma mentalidade de sobrevivência. Havia um interesse relativamente reduzido em relação a esses debates teológicos. No mundo mediterrâneo oriental também surgiu uma certa instabilidade, à medida que o islamismo começou a difundir-se por toda a região. Apesar de o cristianismo jamais ter sido totalmente suplantado, muito cedo se encontrou em uma condição de minoria, em termos de religião.

    Ao longo desse período da história européia, o centro do pensamento teológico cristão deslocou-se do mundo mediterrâneo para a Europa Ocidental. Em 410, Roma foi finalmente conquistada por Alarico, um acontecimento freqüentemente considerado como o início da Idade das Trevas na Europa Ocidental. A expansão do islamismo pelo mundo mediterrâneo, no século VII, provocou uma instabilidade política generalizada e posteriores mudanças estruturais na região. Até o século XI, um certo grau de estabilidade havia se estabelecido nessa área, havendo surgido três grandes sistemas de poder em substituição ao antigo Império Romano.

    1 - O Império Bizantino, cujo centro era a cidade de Constantinopla (hoje Istambul, na atual Turquia). A forma de cristianismo predominante nessa região baseava-se na língua grega e era profundamente ligada aos escritos dos estudiosos patrísticos da região do mediterrâneo oriental, como Atanásio, os capadócios e João de Damasco. Uma breve discussão sobre a teologia bizantina pode ser encontrada mais a frente.


    2 - A Europa Ocidental, principalmente em regiões como a França, a Alemanha, os Países Baixos e o norte da Itália. A forma de cristianismo que veio a predominar nessa região tinha como centro a cidade de Roma e seu bispo era conhecido como “o Papa”. (Entretanto, no período conhecido como o “Grande Cisma”, surgiu uma certa confusão: havia dois adversários que disputavam o papado, um deles baseado em Roma e outro, na cidade de Avignon, no sul da França). Aqui, a teologia concentrou-se na grande catedral e nas Universidades de Paris e de outros locais, tendo como base, em grande parte, os escritos em latim de Agostinho, Ambrósio e Hilário de Poitiers.

    3 - O Califado, região islâmica que compreende grande parte do Extremo Oriental e do sul do Mediterrâneo. Com a queda de Constantinopla, em 1453, a expansão do islamismo prosseguiu e causou grande impacto em boa parte da Europa. O islamismo, ao final do século XV, tinha se estabelecido de forma significativa em duas regiões do continente europeu: na Espanha e nos Bálcãs. Esse avanço foi finalmente barrado pela derrota dos mouros, na Espanha, na última década do século XV, bem como pela derrota dos exércitos islâmicos fora de Viena, em 1523. (Para continuar lendo, clique AQUI)


    Não deixe de ler a continuação deste artigo em IDADE MÉDIA E O RENASCIMENTO – Parte II

    1 comentários:

    Anônimo disse...

    oie seu blog tah mtu legal
    bjussssssss
    odeiu historia mas esse site me faz gosta
    hahahah