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    Período Patrístico II - História da Teologia Cristã


    Progressos Cruciais da Teologia

    O período patrístico, como já observado anteriormente, foi de enorme importância na elaboração dos contornos da teologia cristã. Ao longo do período patrístico, as áreas da teologia apresentadas foram exploradas com especial vigor.


    A Ampliação do Cânon do Novo Testamento

    Desde seu início, a teologia cristã reconhecia-se como algo que se fundamentava nas Escrituras. Contudo, havia alguma incerteza em relação àquilo que o termo “Escritura”, de fato, designava. O período patrístico assistiu ao processo de decisão no qual se fixaram os limites do Novo Testamento – processo normalmente conhecido como “fixação do cânon”. A palavra “cânon” necessita explicação. Ela deriva da palavra grega Kanon e significa “uma regra” ou “um ponto fixo de referência”. O “cânon das Escrituras” refere-se a um conjunto restrito e definido de determinados livros, os quais foram considerados de inspiração divina pela igreja cristã. O termo “canônico” é usado em relação aos livros aceitos como parte do cânon. Assim faz-se referência ao evangelho de Lucas como “canônico”, ao passo que se diz que o evangelho de Tomás é “apócrifo” (isto é, não faz parte do cânon).

    Para os autores do Novo Testamento, o termo “Escrituras” significava fundamentalmente o registro escrito do Antigo Testamento. Contudo, após um curto período de tempo, os primeiros autores cristãos (como Justino Mártir) faziam referência ao “Novo Testamento” (em oposição ao “Antigo Testamento”) e insistiam no fato de que ambos deveriam ser tratados com a mesma autoridade. Até a época de Irineu, aceitava-se, de modo geral, a existência de quatro evangelhos; perto do final do século II, havia um consenso em torno da idéia de que os evangelhos, o livro de Atos e as epístolas possuíam o status de Escrituras inspiradas. Logo, Clemente de Alexandria reconheceu como canônico os quatro evangelhos, o livro dos Atos dos Apóstolos, as quatorze cartas de Paulo (sendo a carta aos Hebreus considerada como paulina) e o Apocalipse. Tertuliano declarou que ao lado da “lei e dos profetas” estavam os “escritos evangélicos e apostólicos” (evangelicae et apostolicae literae), aos quais a igreja deveria atribuir autoridade canônica. Pouco a pouco se chegou a um consenso acerca da lista de livros que eram reconhecidos como parte integrante das sagradas Escrituras, bem como de ordem em que eles deveriam ser inseridos. Em 367, Atanásio pôs em circulação sua trigésima nona Carta Festiva, que identifica como canônicos os vinte e sete livros do Novo Testamento, da forma como hoje é conhecido. (Para continuar, clique AQUI)
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    Este artigo faz parte do sub-tópico HISTÓRIA DA TEOLOGIA CRISTÃ no Tópico HISTÓRIA DA HUMANIDADE

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