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    Elogio à Loucura - Erasmo de Rotterdam


    Este livro agitou as multidões, abalou a igreja, inquietou os grandes e contribuiu para fazer a Alemanha escutar os reformadores. É uma obra singular, onde há humor, espírito, erudição e graça.

    Escrito na Inglaterra em 1509, na casa de Thomas More, teve grande ressonância em sua época, e ainda hoje é leitura obrigatória entre acadêmicos e leigos.

    Neste libelo, quem fala é a loucura. Sempre vista por todos apenas como uma doença ou como uma característica negativa e indesejada, aqui ela é personificada na forma mais encantadora.

    E uma sátira mordaz, na qual os potentados da época e sobretudo os homens da igreja, que Erasmo conhecia tão de perto e tão bem, são retratados com impiedade pela ironia incomparável deste grande escritor.


    O livro apresenta o mundo como um imenso teatro de fantoches, satirizando os costumes da sociedade de seu tempo, criticando os burgueses e magistrados e não perdoando nem o mais alto clero. Com sátira ferina, o autor vai destruindo as pretensas justificativas daqueles que se acomodam nas delícias do mundo.

    De que maneira um livro pode transformar a humanidade e transpor séculos sem perder o vigor?

    O Elogio da Loucura se destaca, sem dúvida, como uma das obras que se enquadram perfeitamente como resposta para essa questão.

    Através dos séculos, o texto se mantém extremamente atual, fazendo com que o leitor analise seus conflitos e preceitos, levantados de forma fantástica e com brilhante bom humor, através dos olhos desta deusa, a Loucura.
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    Biblioteca Filosófica.

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