Janeiro 26, 2012
A Bíblia Provada e Comprovada - C. H. Spurgeon - Sermão nº 2048
Sermão
pregado na manhã de Domingo, 5 de Maio de 1889
Por
Charles Haddon Spurgeon,
No
Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.
“As palavras do SENHOR
são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete
vezes.” Salmo 12:6
Nesse Salmo, nosso
texto é contrastado com o mal da época. O Salmista se queixa “porque se
acabaram os piedosos – porque desapareceram os fiéis dentre os filhos dos
homens”. Era uma grande aflição para ele, e não encontrou consolo exceto nas
palavras do Senhor. Que importa que os homens falhem? A Palavra de Deus
permanece! Que alivio é...
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Josemar Bessa
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Quinta-feira, Janeiro 26, 2012
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Janeiro 24, 2012
O Evangelho da Glória de Deus! - Josemar Bessa
-
12 de Janeiro de 2012 –
Qual é o maior tema do
mundo, da Palavra de Deus, de todo o universo - que vai além da razão da
Criação, da razão de viver a vida cristã, da razão pela qual Deus fez ou fará
todas as coisas? Você sabe qual é? -
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Josemar Bessa
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Terça-feira, Janeiro 24, 2012
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O Único Fundamento - João Calvino ( 1509 - 1564 )
Porque
ninguém pode lançar outro fundamento (1Co 3. 11,12). Esta sentença consiste de
duas partes, a saber:
(1) que Cristo é o
único fundamento da Igreja; e
(2) que os coríntios
haviam sido apropriadamente fundados sobre Cristo através da pregação de Paulo.
Por isso, era
necessário que fossem reconduzidos somente a Cristo, pois seus ouvidos se
cocavam freneticamente por novidades. Era uma questão de grande importância que
Paulo fosse conhecido como o principal e (se assim posso afirmar) fundamental
arquiteto, de cujo ensino os coríntios não poderiam afastar-se, sob a pena de
renunciar ao próprio Cristo. Resumindo: a Igreja deve estar total e
definitivamente fundada exclusivamente sobre Cristo; e Paulo desempenhava seu
papel, a este respeito, entre os coríntios tão fielmente que seu ministério não
deixava nada a desejar.
Segue-se que, quem quer
que viesse após ele não poderia servir ao Senhor conscienciosamente, ou ser
ouvido como ministro de Cristo de algum outro modo além de esforçar-se em
tornar o seu ensino como o dele, e manter o fundamento que ele lançara.
Daqui podemos chegar a
certa conclusão sobre aqueles que, quando seguem os genuínos ministros, não se
preocupam em adaptar-se ao seu doutrinamento e seguir de perto um bom princípio
a fim de fazer perfeitamente claro que não se ocupavam com novidades. Podemos
concluir, pois, que eles [coríntios] não estavam trabalhando fielmente para
edificar a Igreja, senão que eram seus demolidores. Pois o que é mais
destrutivo do que confundir os crentes bem fundamentados na sã doutrina com um
novo gênero de doutrinamento, de modo que não sabem com certeza onde estão ou
para onde vão? Por outro lado, a doutrina fundamental, que não pode ser
subvertida, é aquela que aprendemos de Cristo. Porquanto Cristo é o único
fundamento da Igreja. Mas são muitos os que usam o nome de Cristo como cegos, e
reviram de ponta cabeça a verdade universal de Deus.
Portanto, observemos
como a Igreja é adequadamente edificada sobre Cristo, a saber, se
exclusivamente ele é posto como justiça, redenção, santificação, sabedoria,
satisfação, purificação, em síntese, como vida e glória; ou, se se preferir de
forma mais breve, se ele é pregado de tal forma que seu ofício e virtude são
entendidos da forma como são apresentados no final do primeiro capítulo. Ora,
se Cristo não é adequadamente conhecido e lhe é simplesmente atribuído o nome
de Redentor, enquanto que, ao mesmo tempo, a justiça, a santificação e a
salvação são buscadas em outras fontes, ele é lançado para fora do fundamento e
pedras falsas são postas em seu lugar. Temos um exemplo disto no procedimento
dos papistas, ou seja, ao despirem Cristo de quase todos os seus ornamentos, e
não lhe deixam quase nada senão um simples nome. Tais pessoas, pois, não estão
de forma alguma sendo fundamentadas em Cristo. Ora, visto que Cristo é o
fundamento da Igreja em razão de ser ele a única fonte de salvação e vida
eterna, em razão de que é nele que conhecemos Deus o Pai e em razão de se achar
nele a fonte de todas as nossas bênçãos - então, se não é reconhecido como tal,
ele, imediatamente, cessa de ser o fundamento.
Pode-se, porém,
perguntar se Cristo é somente uma parte, ou é ele o originador da doutrina da
salvação, porquanto o fundamento é apenas uma parte do edifício. Porque, se tal
é o caso, os crentes fariam de Cristo só o ponto de partida, sendo levados à
complementação sem qualquer conexão com ele, e de fato Paulo parece sugerir
isto. Minha resposta é que este não é o significado do que ele diz, de outra
sorte ele estaria se contradizendo ao dizer em Colossenses 2,3 que "todos
os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos nele". Portanto,
a pessoa que tem "aprendido Cristo" (Ef 4.20) já se acha plenificada
de todo o ensino celestial. Porém, visto que o ministério de Paulo se
preocupava mais em estabelecer os coríntios do que em erguer em seu meio a
parte mais alta do corpo do edifício, ele apenas mostra aqui o que já fizera, a
saber, que ele pregara Cristo, pura e simplesmente. Por esta razão, pensando no
que fizera, Paulo chama Cristo de o fundamento, mas não significa que ele
exclui Cristo do resto do edifício. Em outras palavras, ele não põe algum outro
tipo de ensino em contraste com o conhecimento de Cristo; ele está, antes,
realçando a relação existente entre ele [Cristo] e os outros ministros.
Mas se alguém edifica
sobre este fundamento. Ele persiste no uso da metáfora. Não era suficiente -
que o fundamento houvesse sido assentado, se toda a superestrutura não lhe
correspondesse. Pois, visto que seria absurdo construir com material inferior
sobre um fundamento de ouro, então é algo perverso sepultar Cristo sob outras
doutrinas sobrepostas por homens. Portanto, Paulo quer dizer por "ouro,
prata e jóias", o ensino que não só se harmoniza com Cristo, mas é também
uma superestrutura em harmonia com esse fundamento. Além do mais, não
imaginemos que esta doutrina é extraída de outras fontes e não de Cristo, senão
que devemos, antes, entender que temos de continuar a ensinar Cristo, até que o
edifício esteja completo. Contudo, temos de prestar atenção na ordem de fazer
as coisas, de modo que pode-se iniciar com a doutrina geral e o mais essencial
dos principais pontos, como o fundamento. Em seguida vem reprovação, exortações
e tudo quanto é necessário para a perseverança, o encorajamento e o progresso.
Visto que há pleno
acordo sobre o que Paulo quis dizer até aqui, segue-se, por outro lado, que o
ensino que é descrito aqui como "madeira, restolho e feno" não se
adequa ao fundamento; o ensino, isto é, o que é engendrado pela mente humana e
nos é empurrado como se fosse [os próprios] oráculos de Deus. Pois Deus quer
que sua Igreja seja edificada com base na genuína pregação de sua Palavra, não
com base em ficções humanas; e isto é o que se pode descrever como tudo o que
não faz nada na maneira de construir. Nesta categoria estão questões
especulativas que geralmente fornecem mais para ostentação - ou algum louco
desejo - do que para a salvação de homens.
Paulo faz notório que
no fim a qualidade da obra de cada um se fará manifesta; mesmo que ela seja
ocultada pelo tempo presente. É como se dissesse: "Pode ser que os maus
obreiros vivam enganando, de modo que o mundo não consiga de forma alguma
provar quão fielmente ou quão honestamente cada um tenha feito seu trabalho.
Mas o que agora se acha, por assim dizer, submerso em trevas, deverá ser
destruído diante da face de Deus, e será considerado como algo indigno.
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Josemar Bessa
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Terça-feira, Janeiro 24, 2012
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Janeiro 23, 2012
Eu amo a Ti mais e mais - \o/ - Jardim da Luz
As
misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas
misericórdias não têm fim; (Lamentações 3:22).
Gravado
na noite de Domingo – 4 de Dezembro de 2011
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Segunda-feira, Janeiro 23, 2012
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Janeiro 15, 2012
A Soberania invencível de Deus!! - Josemar Bessa
(Que
Deus nos derrote ).
08 de Janeiro de 2012
"Eu
te conhecia só de ouvir falar, mas agora meus olhos te vêem!" Jó
42:5
Uma
pessoa que não se rende a soberania absoluta de Deus, só conhece Deus de ouvir
falar.
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Domingo, Janeiro 15, 2012
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Férias com a Família!!
Estou precisando descansar e vou tirar 20 dias de
férias com a família. Aproveite para colocar em dia a leitura de postagens que
ainda não leu – Já que em média postávamos 3 artigos por dia. Há muito material
a ser lido – até breve.
Paz!!!
Josemar Bessa
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Janeiro 13, 2012
Glorificar a Deus ao Desfrutá-lo para Sempre - Jonathan Edwards (1703-1758)
Assim, pelo fato de
prezar infinitamente a própria glória, que consiste do conhecimento de si
mesmo, do amor por si mesmo e da complacência [isto é, satisfação, deleite] e
alegria em si mesmo, ele prezou a imagem, a transmissão ou a participação
dessas coisas na criatura...
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Sexta-feira, Janeiro 13, 2012
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Eleitos para a Santidade - João Calvino (1509-1564)
Assim como nos elegeu nele (Ef 1.4). Aqui, o apóstolo declara que a eterna eleição divina é o fundamento e causa primeira, tanto de nosso chamamento como de todos os benefícios que de Deus recebemos. Se se nos pede a razão por que Deus nos chamou a participar do evangelho, por que diariamente ele nos concede bênçãos em grande profusão, por que ele nos abre os portões celestiais, teremos sempre que retroceder a este princípio, ou seja: que Deus nos elegeu antes que o mundo viesse à existência. O próprio tempo da eleição revela que ela é gratuita; pois, o que poderíamos merecer, ou em que consistiria o nosso mérito, antes que o mundo fosse criado? Pois quão pueril é o raciocínio sofistico, o qual afirma que não fomos eleitos porque já éramos dignos, e, sim, porque Deus previra que seríamos dignos. Todos nós estamos perdidos em Adão; portanto, Deus não poderia ter-nos salvo de perecermos por meio de sua própria eleição, se não havia nada para ser previsto. O mesmo argumento é usado em Romanos, onde, ao falar de Jacó e Esaú, diz ele: "E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal" [Rm 9.11]. Embora, porém, eles ainda não tivessem agido, algum sofista da Sorbonne poderia replicar: "Deus previra o que eles poderiam fazer." Tal objeção não possui força alguma à luz da natureza corrupta do homem, em quem nada pode ser visto senão matérias para a destruição.
Ao acrescentar: em Cristo, estamos diante da segunda confirmação da soberania da eleição. Porque, se somos eleitos em Cristo, tal fato se encontra fora de nós próprios. Isso não tem por base nosso merecimento, e, sim, porque nosso Pai celestial nos enxertou, através da bênção da adoção, no Corpo de Cristo. Em suma, o nome de Cristo inclui todo mérito, bem como tudo quanto os homens possuem de si próprios; pois quando o apóstolo diz que somos eleitos em Cristo, segue-se que em nós mesmos não existe dignidade alguma.
Para que pudéssemos ser santos. O apóstolo indica o propósito imediato, não, porém, o principal. Pois não existe qualquer absurdo em supor-se que uma coisa possua dois objetivos. O propósito em realizar uma construção é para que haja uma casa. Esse é o alvo imediato. Mas a conveniência de se habitar nela é o alvo último. Era necessário mencionar-se isso de passagem; pois Paulo de imediato menciona outro alvo - a glória de Deus. Todavia, não há nenhuma contradição aqui. A glória de Deus é a finalidade mais elevada, à qual a nossa santificação está subordinada.
Desse fato inferimos que a santidade, a inocência, e assim toda e qualquer virtude que porventura exista no homem, são frutos da eleição. E assim uma vez mais Paulo expressamente põe de lado toda e qualquer consideração de mérito [humano]. Se Deus houvera previsto em nós tudo o que porventura fosse digno de eleição, então se diria precisamente o contrário.
Pois a intenção de Paulo é que toda a nossa santidade e inocência de vida emanam da eleição divina. Como explicar, pois, que alguns homens são piedosos e vivem no temor do Senhor, enquanto que outros se entregam sem reservas a toda espécie de perversidade? Se Paulo merece credibilidade, a única razão é que os últimos conservam sua disposição natural, enquanto que os primeiros foram eleitos para a santidade. Certamente que a causa não segue o efeito, e portanto a eleição não depende da justiça que vem das obras, a qual Paulo declara aqui ser a causa.
Além do mais, nessa cláusula ele quis dizer que a eleição não abre as portas à licenciosidade, como que dando aos ímpios ocasião a que blasfemem e digam: "Vivamos da maneira que nos agrade, pois se já fomos eleitos, é impossível que venhamos a perecer." O apóstolo está afirmando-lhes claramente que é uma atitude ímpia dissociar a santidade de vida da graça da eleição; porquanto Deus chama e justifica a todos aqueles a quem ele elegeu. É igualmente sem fundamento a inferência que os cataristas, os celestinos e os donatistas extraíram destas palavras, ou seja: que nos é impossível atingir a perfeição nesta vida. Esse é o alvo em direção ao qual devemos manter todo o curso de nossa vida; nunca, porém, o atingiremos até que nossa corrida haja terminado. Onde estão os homens que se espantam e evitam a doutrina da predestinação como sendo um confuso labirinto, que a reputam como sendo inútil e mesmo quase nociva? Nenhuma doutrina é mais útil e proveitosa quando utilizada de forma adequada e sóbria, ou seja, como Paulo o faz aqui, ao apresentar ele a consideração da infinita munificência de Deus e estimular-nos a render graças. Essa é a legítima fonte da qual devemos extrair nosso conhecimento da misericórdia divina. Se os homens usassem um outro argumento, a eleição fecharia sua boca, para que não se atrevam e não reivindiquem nada para si próprios. Lembremo-nos, porém, do propósito para o qual Paulo discute a predestinação, a fim de que, arrazoando com algum outro objetivo, não sigamos arriscadamente algum desvio.
Diante dele em amor. Santidade, aos olhos de Deus, tem a ver com uma consciência pura; pois Deus não é enganado, à semelhança dos homens, pela pretensão externa; ele, porém, olha para a fé, ou seja, para a veracidade do coração. Se você atribuir a Deus a palavra 'amor', então significa que a única razão pela qual ele nos elegeu foi o seu amor pela humanidade. Prefiro, porém, considerar o amor à luz da última parte do versículo, ou seja: que a perfeição dos crentes consiste no amor; não que Deus requeira somente amor, mas que ele é uma evidência do temor de Deus e da obediência a toda a lei.
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Janeiro 12, 2012
Tua Graça já venceu! (Vida és em Mim) - \o/ - Jardim da Luz
E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:9
Culto de Domingo - 8 de Janeiro de 2012
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Quinta-feira, Janeiro 12, 2012
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Corações Cativos, Igreja Cativa - R. C. Sproul
Durante a Reforma Protestante, Martinho Lutero escreveu um pequeno livreto intitulado “O Cativeiro Babilônico Da Igreja”. Nele, Lutero comparou o regime opressor de Roma no século XVI ao suplício de Israel, enquanto era mantido cativo às margens dos rios da Babilônia.
Eu tenho freqüentemente me perguntado como Lutero se posicionaria em nossa presente era e no estado em que a igreja se encontra nos dias de hoje. Eu suspeito que ele escreveria para nosso tempo seu livro, sob o título "O Cativeiro Pelagiano da Igreja". Eu tenho tal suspeita pelo fato de que o próprio Lutero tenha considerado precisamente este como o livro mais importante que já redigiu, sua magnum opus, “A Escravidão da Vontade” (De Servo Arbítrio).
Penso também que Lutero enxergaria a grande ameaça para a igreja de hoje devido ao Pelagianismo, em razão do que se desenrolou depois da Reforma. Historiadores tem dito que apesar de Lutero ter vencido a batalha contra Erasmus no século XVI, ele a perdeu no século XVII e foi afinal demolido no século XVIII, graças às conquistas obtidas pelo Pelagianismo e pelo Iluminismo. Ele veria a igreja de hoje enlaçada pelo Pelagianismo, tendo assim este inimigo da fé conseguido estabelecer uma fortaleza sobre nós.
O Pelagianismo em sua forma pura foi pela primeira vez articulado pelo homem cujo nome cunhou seu ensino, um monge bretão do século Quarto. Pelágio envolveu-se em um feroz debate com Santo Agostinho, um debate provocado pela reação do monge à oração de Agostinho: "Ordena aquilo que Tu desejas, e conceda aquilo que Tu ordenas". Pelágio insistia que uma obrigação moral necessariamente implicava em capacidade moral. Se Deus exigia dos homens que estes vivessem vidas perfeitas então estes homens deveriam ter a capacidade de viver tais vidas perfeitas. Isto levou Pelágio a sua completa negação do pecado original 1. Ele insistia que a queda de Adão tinha afetado somente o homem Adão; não haveria a realidade da natureza humana caída e herdada que afligiria a humanidade. Além disso, refutava a idéia da necessidade da graça como necessária para a salvação; afirmava que o homem seria capaz de ser salvo por suas obras sem a necessidade de assistência da graça. O pensamento de Pelágio foi: a graça pode facilitar a obediência, mas não seria uma condição necessária para tal.
Agostinho triunfou em sua luta contra Pelágio, cujas visões foram conseqüentemente condenadas pela igreja. Ao condenar o Pelagianismo como heresia, a igreja veementemente confirmou a doutrina do pecado original. Na visão de Agostinho, isto sedimentou e alicerçou a noção de que apesar do homem caído ainda possuir um vontade livre no sentido que ele retém a capacidade de escolher, sua vontade é decaída e escravizada pelo pecado a tal ponto, em tamanha magnitude e extensão, que o homem não possui liberdade moral. O homem não pode não pecar.
Depois do encerramento do conflito, visões modificadas de Pelagianismo voltaram a assombrar a igreja. Essas visões foram aglutinadas sob o nome de semi-Pelagianismo. O semi-Pelagianismo admitiu a Queda como real e uma real transferência do Pecado Original para a descendência de Adão. O homem está arruinado e caído, e precisa da graça a fim de que seja salvo. Contudo, esta visão insiste que nós não estamos tão decaídos a ponto de nos encontrarmos totalmente escravizados pelo pecado ou totalmente depravados em nossa natureza. Uma ilha de justiça permanece no homem decaído por meio da qual tal pessoa ainda possui poder moral para inclinar-se, por si mesmo, sem a intervenção da graça operativa, em direção às coisas de Deus.
Apesar da igreja antiga ter condenado o semi-Pelagianismo tão vigorosamente quanto condenou o próprio Pelagianismo, ele de fato nunca morreu. No século dezesseis os magistrados reformadores ficaram convencidos que Roma havia se degenerado do puro Agostinianismo e abraçado o semi-Pelagianismo. Não é um detalhe histórico insignificante mencionar que o próprio Lutero tenha sido um monge da Ordem Agostiniana. Lutero viu em sua luta contra Erasmus e Roma, um retorno ao conflito titânico entre Agostinho e Pelágio.
No século dezoito, o pensamento Reformado foi desafiado pelo surgimento do Arminianismo, uma nova forma de semi-Pelagianismo. O Arminianismo conseguiu capturar o pensamento de proeminentes homens, como por exemplo John Wesley. A cisão doutrinária entre Wesley e George Whitefield focava-se neste aspecto. Whitefield enfileirou-se então para o lado de Jonathan Edwards na defesa do Agostinianismo clássico durante o "Grande Avivamento" norte-americano.
O século XIX testemunhou o reavivamento do Pelagianismo puro através dos ensinamentos e da pregação de Charles Finney. Finney não dosou palavras acerca de seu Pelagianismo escancarado. Finney rejeitou a doutrina do Pecado Original (junto com a visão ortodoxa da Expiação e a doutrina da Justificação Somente pela Fé). Mas a tremenda bem-sucedida metodologia evangelística de Finney de tal forma marcou e envolveu seu nome, que ele se tornou um modelo reverenciado pelos modernos evangelistas e ainda hoje comumente é considerado um herói da Fé Evangélica, a despeito de sua completa rejeição à própria doutrina evangélica.
Apesar da Fé Evangélica americana não ter abraçado o Pelagianismo puro e direto de Finney (fato que coube aos Liberais o fazerem), tal pensamento infectou profundamente o meio evangélico por meio do pensamento e da teologia semi-Pelagiana,a tal ponto que o semi-Pelagianismo é percebido ostensivamente nos dias modernos de forma aguda e profunda, em diversas camadas do pensamento teológico evangélico. Apesar da maioria dos evangélicos não hesitarem em afirmar que o homem caiu, poucos abraçam a doutrina reformada da Total Depravação.
Trinta anos atrás eu estava ensinando Teologia em uma faculdade evangélica que era pesadamente influenciada pelo semi-Pelagianismo. Eu estava trabalhando sobre os 5 pontos do Calvinismo usando o acróstico TULIP com uma classe com cerca de 30 alunos. Após apresentar uma extensa e detalhada exposição da doutrina da Total Depravação, eu perguntei à classe quantos deles estavam convencidos acerca da doutrina. Todos os 30 levantaram as mãos.
Eu sorri e disse: “Veremos...”
Eu escrevi o número 30 no canto esquerdo do quadro-negro. Enquanto eu prosseguia com a doutrina da eleição incondicional, muitos dos estudantes então começaram a pular e reagir. Fui subtraindo do número original 30 os que iam manifestando sua insatisfação e desacordo. Quando atingi a doutrina da Expiação Limitada, o número tinha caído de trinta para três.
Então eu tentei mostrar aos estudantes que se eles realmente abraçassem a doutrina da Total Depravação, então as outras doutrinas descritas nos 5 Pontos deveriam simplesmente na verdade ser consideradas como notas de rodapé. Os alunos logo descobriram que de fato eles realmente não acreditavam na total depravação do homem, no final das contas. Eles acreditavam em depravação, mas não no sentido total. Eles ainda desejavam reter a convicção sobre uma ilha de justiça que não tinha sido afetada pela Queda por meio da qual pecadores poderiam ainda manter uma capacidade moral para se inclinarem por si próprios a Deus. Eles acreditavam, sim, que a fim de ser regenerados, eles precisavam primeiro exercer fé por meio do exercício de suas vontades. Eles não criam que a divina e sobrenatural ação do Espírito Santo seria uma pré-condição necessária para fé.
Os autores da introdução ao ensaio sobre “A Escravidão da Vontade” escreveram:
“Qualquer um que terminar este livro sem ter percebido que a teologia evangélica mantém-se em pé ou cai com a doutrina da Escravidão da Vontade, o leu inutilmente. A doutrina da justificação livre unicamente pela fé, que se tornou o olho do furacão de tamanha controvérsia surgida no período da Reforma Protestante, é considerada com freqüência como o coração da Teologia dos Reformadores, mas isto é dificilmente preciso. A verdade é que o pensamento de tais homens estava realmente concentrado sobre esta contenda...que a completa salvação do pecador tem lugar pela livre e soberana graça unicamente...é pois a nossa salvação completamente da parte de Deus, ou a final de contas depende de algo que depende de nós mesmos? Aqueles que afirmam a segunda opção (os Arminianos o fazem) portanto negam a declarada incapacidade do homem advinda do pecado, e também confirmam que uma forma de semi-Pelagianismo é verdadeiro, de alguma maneira. Não é de se admirar, portanto, que a primitiva teologia Reformada condenou o Arminianismo, como sendo em princípio um retorno a Roma... e uma traição à Reforma... o Arminianismo foi, verdadeiramente, aos olhos dos Reformadores, uma renúncia ao Cristianismo do Novo Testamento em favor do Judaísmo neotestamentário; pelo fato de alguém se garantir a si mesmo por fé, não ser afinal diferente em nada do princípio de se repousar nas suas própria obras, sendo anti-Cristão tanto um pensamento quanto o outro”.
Estas são palavras severas. Verdadeiramente para alguns são até palavras contenciosas. Mas de uma coisa eu estou certo: elas espelham e refletem com precisão os sentimentos de Agostinho e dos Reformadores. A questão da magnitude e extensão do Pecado Original está atrelado inseparavelmente à nossa compreensão da doutrina da Sola Fide. Os Reformadores compreenderam claramente que existe uma imprescindível ligação entre Sola Fide e Sola Gratia. Justificação unicamente pela fé significa pela graça unicamente.
Assim sendo, o semi-Pelagianismo em seu formato Erasmiano cria uma ruptura entre as duas e apaga o fator SOLA do temo Sola Gratia.
NOTAS:
1. Entenda-se pelo termo teológico PECADO ORIGINAL, não o próprio ato de desobediência que Adão e Eva cometeram no jardim, ao comerem do fruto da árvore sobre a qual o Senhor Deus os havia advertido, mas às conseqüências abrangentes deste ato sobre toda a sua posteridade.
Author:
Josemar Bessa
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Espetáculo vazio de conteúdo - João Calvino (1509-1564).
“Se alguém ensina uma doutrina diferente...” – (1Tm 6.3) –
A palavra no grego é um verbo composto e pode ser traduzido: “ensinar outras coisas”. Mas não há dúvida sobre o seu significado; o apóstolo está condenando todos os que não aceitam esse tipo de ensino, mesmo que não se oponham aberta e irrestritamente à sã doutrina.
É possível não professar um erro ímpio e público, e no entanto corromper a doutrina da piedade através de sofismas ostentosos. Porque, quando não há progresso ou edificação procedente de algum ensino, o afastamento da instituição de Cristo já está concretizado. Mas ainda que Paulo não esteja falando dos confessos originadores de doutrinas ímpias, e , sim, acerca de mestres fúteis e destituídos de verdadeira espiritualidade, que do egoísmo ou avareza deformam a simples e genuína doutrina da piedade, não obstante percebemos quão aguda e veementemente ele os ATACA. E não é de estranhar, pois é quase impossível exagerar o volume de prejuízo causado pela pregação hipócrita, cujo único alvo é a ostentação e o espetáculo vazio de conteúdo. Torna-se, porém, ainda mais evidente, à luz do que segue, a quem precisamente ele está responsabilizando aqui. Pois a próxima cláusula – e não consente com as sãs palavras – é tencionada como uma descrição de homens desse tipo, desviados por tola curiosidade, comumente desprezam tudo o que é benéfico e sólido e se entregam a excentricidades extravagantes, à semelhança de cavalos obstinados. E o que é isso senão a rejeição das sãs palavras de Cristo? São chamadas sãs em virtude de seu efeito de conferir-nos solidez, ou porque são qualificadas para promover a solidez.
“E com a doutrina da piedade... tem o mesmo sentido. Pois ela só será consistente com a piedade se nos estabelecer no temor e no culto divino, se edificar nossa fé, se nos exercitar na paciência e na humildade e em todos os deveres do amor. Portanto, aquele que não tenta ensinar com o intuito de beneficiar, não pode ensinar corretamente; por mais que faça boa apresentação, a doutrinação não será sã, a menos que cuide para que seja proveitosa a seus ouvintes.
“...é enfatuado (soberbo), nada sabe” – Paulo acusa a esses infrutíferos mestres, primeiro de insensatez e de fútil orgulho. Em segundo lugar, visto que o melhor castigo para os interesseiros é condenar todas as coisas nas quais, em sua ignorância, se deleitam, o apóstolo diz que eles nada sabem, embora estejam inchados com argumentos inúmeros e sutis. Não tem nada sólido senão vácuo. Ao mesmo tempo, o apóstolo adverte a todos os piedosos a não se permitirem que se desviam por esse gênero de exibição fútil, mas que, ao contrário, permaneçam firmes na simplicidade do evangelho.
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Josemar Bessa
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Quinta-feira, Janeiro 12, 2012
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Janeiro 11, 2012
Somente Cristo, e este Crucificado! - C. H. Spurgeon (Sermão 1264)
Sermão
n.º 1264 (The man of one subject) pregado no domingo, 31 de Outubro de 1875 por
Charles Haddon Spurgeon, no Tabernáculo Metropolitano, Newington.
“Porque
nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.”
(1Co 2:2 ).
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Josemar Bessa
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Quarta-feira, Janeiro 11, 2012
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Nem toda fé traz justificação - Thomas Watson (1620-1686)
A
verdadeira fé justificadora consiste de três coisas:
Primeiramente, há a
auto-renúncia. Fé significa "sair para fora" do eu, de nossos méritos
e enxergar que não temos direitos próprios: "Não tendo justiça
própria" (Fp 3.9). É um fio partido, no qual a alma não pode se apoiar.
Arrependimento e fé são graças humildes. Pelo arrependimento, uma pessoa
abomina a si mesma, pela fé, a mesma pessoa se desloca do seu eu. O povo de
Israel saindo do Egito pode nos dar uma comparação. O povo, ao ver faraó e suas
carruagens o perseguindo e se aproximando de sua retaguarda, ao mesmo tempo em
que diante deles estava o Mar Vermelho pronto para devorá-los, entristeceu-se.
Da mesma maneira, o pecador olha para trás e vê a justiça de Deus o perseguindo
por causa do pecado e diante dele está o inferno pronto para devorá-lo. E, nessa
condição desesperadora, não vendo nada em si mesmo para ajudá-lo, o homem
perecerá a menos que possa encontrar ajuda em algum lugar.
Em segundo lugar há a
confiança. A alma se lança sobre Jesus Cristo. A fé é depositada na pessoa de
Cristo. A fé crê na promessa, pois tal promessa é a própria pessoa de Cristo.
Figuradamente podemos dizer: assim como a esposa "... vem encostada ao seu
marido..." (Ct 8.5). Descreve-se a fé como crer em o nome de seu Filho,
Jesus Cristo" (1 Jo 3.23), isto é, em sua pessoa. A promessa é como um
porta-jóias, Cristo é a jóia dentro dele, o qual a fé envolve. A promessa é
somente o prato, Cristo é a comida no prato, que alimenta a fé. A fé se apoia
na pessoa de Cristo "crucificado". A fé se gloria na cruz de Cristo (Gl
6.14). Olhar para Cristo coroado com todas as excelências provoca admiração e
assombro, mas olhar para Cristo como o ensanguentado e a ponto de morrer é o
verdadeiro objeto de nossa fé. A fé é, portanto, chamada fé "no seu
sangue" (Rm 3.25).
Em terceiro há a apropriação,
ou aplicação de Cristo em nós mesmos. Um remédio, embora seja muito eficaz, se
não for administrado não fará nenhum bem. Um curativo pode ser feito com o
próprio sangue de Cristo, mas não curará, a menos que seja aplicado pela fé. O
sangue de Cristo, sem a fé em Deus, não salva. Quando aplicamos esse conceito a
Cristo, o chamamos de receber a Cristo (Jo 1.12). A mão que recebe ouro
enriquece. Assim também a mão da fé recebendo os méritos dourados de Cristo com
a salvação nos enriquece.
A
operação da fé salvadora
Como a fé é
trabalhada?
Pela ação do bendito
Espírito Santo de Deus, que é chamado o "Espírito da graça", porque
ele é a fonte de toda a graça (Zc 12.10). A fé é a obra principal que o
Espírito de Deus opera no coração do homem. Ao fazer o mundo, Deus disse uma
palavra, mas ao operar a fé ele estende seu braço (Lc 1.51). O ato de o
Espírito trabalhar a fé é chamado: "a suprema grandeza do seu poder"
(Ef 1.19). Foi uma ação de poder supremo exercida na ressurreição de Cristo,
visto que tamanho obstáculo estava diante dele: eram "os pecados de todo o
mundo". Mesmo assim ele foi ressuscitado pelo Espírito. O mesmo poder é
exercitado pelo Espírito de Deus ao operar a fé.
O Espírito ilumina a mente e
subjuga a vontade. A vontade se compara a uma fortaleza que resiste a Deus. O
espírito conquista a fortaleza com uma doce violência, ou melhor, ele a
transforma fazendo que o pecador deseje Cristo de qualquer maneira, que seja
governado por ele, assim como salvo por ele.
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Quarta-feira, Janeiro 11, 2012
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Janeiro 10, 2012
A Suficiência das Escrituras! - Josemar Bessa
A Verdade e mais nada -
05 de Janeiro de 2012 - Jardim da Luz - Esqueça e não procure novidades - como
disse Spurgeon: "Em teologia somente o antigo é verdade, pois a verdade
deve ser antiga, tão "antiga" quanto o próprio Deus".
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Josemar Bessa
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Terça-feira, Janeiro 10, 2012
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Jonathan Edwards e a Humilhação Cristã.
"As afeições
santas são acompanhadas da humilhação evangélica", diz Edwards, ou
pelo senso de plena insuficiência. Mas, de acordo com ele, deve ser feita uma
distinção entre humilhação evangélica e legal. Esta última é peculiar aos
homens que não possuem afeições graciosas, cujas mentes somente são levadas a
um senso maior das coisas da religião. Por outro lado, a primeira é
experimentada pelos verdadeiros santos que têm uma revelação da beleza
transcendente das coisas divinas, sob a influência do Espírito Santo. Edwards
expressa essa diferença nas seguintes palavras:
Na humilhação legal as pessoas são levadas a se desesperarem de ajudar a si mesmas; na evangélica, elas são levadas a voluntariamente negarem e renunciarem a si mesmas; na primeira elas são subjugadas e forçadas até o chão; na segunda, elas são levadas suavemente a render-se e a livremente e com prazer se prostrarem aos pés de Deus.
Em outras palavras,
alguém pode humilhar-se legalmente sem ter humildade. Por exemplo, no dia do
juízo os ímpios serão convencidos de sua própria injustiça e pecaminosidade.
Como Paulo escreve, "para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos
céus, na terra e debaixo da terra" (Fp 2.10). Mas isso não significa que
os incrédulos farão isso com qualquer mortificação do orgulho de seus corações.
Eles terão somente uma humilhação legal, a saber, o reconhecimento do senhorio
inquestionável de Cristo.
A essência da
humilhação evangélica, porém, é muito diferente. Ela consiste, diz Edwards,
"em uma baixa estima do homem por si mesmo, como não sendo nada em si
mesmo, inteiramente desprezível e odioso, acompanhada de uma mortificação da
disposição de exaltar-se e de uma livre renúncia da própria glória". E a
disposição de alma demonstrada por Davi, que diz: "Sacrifícios agradáveis
a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o
desprezarás, ó Deus" (SI 51.17).
Essa humilhação está
intimamente ligada ao dever cristão de auto-negação. Esse dever envolve dois
aspectos. Primeiro, a negação, pelo homem, de suas inclinações mundanas,
abandonando assim os seus objetivos e prazeres mundanos. Em segundo lugar, ela
envolve a negação da auto-exaltação natural e a renúncia da própria dignidade e
glória. Esta última parte, diz Edwards, é a "parte mais difícil da
autonegação...", "os homens naturais podem chegar muito mais próximo
da primeira do que da segunda".
A fim de se entender a
essência da humilhação evangélica, é útil considerar o seu oposto, a saber, o
orgulho espiritual. Este pode mani-festar-se na forma de uma humildade fingida.
Uma pessoa pode usar termos humildes ao compartilhar as suas próprias
experiências, acen¬tuando as grandes coisas que Deus tem feito por ela, mas a
sua motiva¬ção interior pode consistir em mostrar quão especial ela é. Tal
pessoa, tão ciosa de suas próprias experiências, que vive arrogando algo para
si mesma, está "no caminho para o inferno", Edwards afirma de modo
severo.97 Paradoxalmente, uma característica comum do orgulho espiritual é que
ele torna o homem presunçoso de sua própria humildade.
Edwards aponta duas
grandes características do orgulho espiritual. Primeiro, a inclinação das
pessoas para pensar nas suas realizações religiosas, comparando-se com os
outros. Foi esse o procedimento condenado no fariseu, registrado em Lucas
18.11: "O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens,
roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este
publicano". Aqueles que estão sob o poder da verdadeira humildade cristã
manifestam uma disposição contrária. Eles estão inclinados a pensar em suas
realizações religiosas como comparativamente pobres e a considerar-se
inferiores entre os santos. Eles reconhecem que ainda há muito o que crescer
na graça e no amor de Deus e que infelizmente ainda resta muita corrupção em
seus corações. Portanto, a pessoa que acha que é um santo importante, em
comparação com os outros, deve tomar cuidado. Como Edwards observa, tal pessoa
"certamente está errada; ela não é um santo eminente, mas está sob o
grande domínio de um espírito orgulhoso e farisaico".98 Uma admoestação
final relacionada com essa primeira característica do orgulho espiritual é
particularmente útil ao se considerarem as experiências espirituais tão
comuns no contexto brasileiro contemporâneo. Edwards afirma:
O tipo de experiências que parece ter essa tendência, e que de tempos em tempos se verifica ter tal efeito, de encher o objeto das mesmas com grande presunção acerca dessas experiências, certamente é vão e enganoso... As supostas descobertas que naturalmente inflam a pessoa de admiração com a grandeza das mesmas, e a enchem da presunção de que agora viu e conhece mais do que outros cristãos, não têm em si nada da natureza da verdadeira luz espiritual.
Uma segunda
característica do orgulho espiritual, mencionada por Edwards como um sinal
infalível, é "as pessoas estarem inclinadas a terem em alta consideração
a sua humildade". O santo verdadeiro considerará todas as suas graças e
experiências relativamente pequenas, mas especialmente a sua humildade. O
cristão humilde será mais propenso a condenar o seu próprio orgulho do que o de
outros homens. Ele será levado a reconhecer que ninguém é tão orgulhoso quanto
ele mesmo. A humildade será encontrada na vida daqueles que tiveram uma
experiência real e salvadora com o Senhor.
Luiz Roberto de Mattos
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Josemar Bessa
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Terça-feira, Janeiro 10, 2012
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Janeiro 09, 2012
Adão com suas melhores vestes!
Eu posso dizer a um homem moral, "ainda te falta uma coisa,"
Marcos 10:21. - Virtude moral pode coexistir com ódio a piedade. Um homem moral
odeia a santidade como verdade tanto quanto ele o faz ao vício ou ao que ele
acha que prejudica a sociedade!
Os estóicos eram moralistas e tinham noções sobre a virtude sublime,
ainda assim foram os mais mortais inimigos de Paulo (Atos 17:18).
A moralidade humana é uma falsificação da verdadeira jóia e não a nova
criação. "Eu digo a verdade, ninguém pode ver o reino de Deus se não
nascer de novo." (João 3:3). "Você precisa nascer de novo."
(João 3:7). Tudo que o homem natural faz não passa de obras mortas.
Podemos aquecer a água para o mais alto grau e ainda assim você não pode
fazer vinho; ainda é água em outro estado. Assim a moralidade pode ser elevada
ao mais alto grau, mas ainda é a natureza adâmica, é o velho Adão colocando um
melhor vestido. O homem natural não pode agradar a Deus - "Portanto, os
que estão na carne não podem agradar a Deus". Romanos 8:8
As ações morais dos homens naturais são feitas por um motivo de
vanglória, e não tem qualquer relação com a glória de Deus.
O apóstolo chama os magistrados pagãos que aplicavam a justiça, de
injustos, (1 Coríntios 6:1). "Ousa algum de vós, tendo algum negócio
contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos?" (1
Coríntios 6:1).
Enquanto eles estavam fazendo justiça em seus direitos civis e cortes,
eram injustos no tribunal de Deus. Suas virtudes se tornaram vícios, porque a
fé estava faltando, e eles fizeram tudo para levantar troféus para sua própria
fama e elogios, nada se relacionando com a glória de Deus. Sua moralidade
então, era um pecado 'formidável' e terrível. A moralidade é uma árvore da
natureza adâmica e nada pode fazer que possa agradar a Deus - ela em nada se
equivale a obra que a graça produz.
Sola Gratia!!
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Josemar Bessa
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Segunda-feira, Janeiro 09, 2012
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Deus é justo ao permitir que o ímpio prospere? - Thomas Watson (1620-1686)
Como fica a prosperidade do ímpio neste mundo em relação à justiça de
Deus? "Por que prospera o caminho dos perversos, e vivem em paz todos os
que procedem perfidamente?" (Jr 12.1).
Tal dúvida tem sido uma grande pedra de tropeço e tem levado muitos a
questionar a justiça de Deus. Os que são mais pecaminosos são mais poderosos.
Diógenes,52 quando viu o ladrão Harpalus prosperando, disse: "É certo que
Deus jogou fora o governo do mundo e não se importa como as coisas acontecem
aqui embaixo".
Deus se relaciona com a prosperidade do ímpio das seguintes maneiras:
a. Usando-a como instrumento de sua
vontade
Os ímpios, às vezes, podem ser instrumentos da obra de Deus. Embora não
tenham em vista a glória de Deus, podem promovê-la. Ciro (Ed 1.7) foi um
instrumento na construção do templo de Deus em Jerusalém. Deus permite que
esses prosperem sob as asas de quem seu povo é protegido. Deus não fica em
débito com homem algum. "Tomara houvesse entre vós quem feche as portas,
para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar" (Ml 1.10).
b. Usando-a para torná-los ainda mais
indesculpáveis
Deus permite que os homens pequem e prosperem de maneira que fiquem
ainda mais indesculpáveis. "Dei-lhe tempo para se arrependesse... da sua
prostituição" (Ap 2.21). Deus adia o julgamento, estica suas misericórdias
para com os pecadores e, se não se arrependem, sua paciência será testemunha
contra eles e sua justiça será mais clara na condenação deles. "Serás tido
por justo no teu falar e puro no teu julgar" (SI 51.4).
c. Usando-a para destacar ainda mais
sua justiça
Deus nem sempre deixa o ímpio prosperar em seu pecado. Alguns ímpios,
Deus pune abertamente, para que sua justiça seja observada. "Faz-se
conhecido o SENHOR, pelo juízo que executa" (SI 9.16), isto é, sua justiça
faz homens caírem no ato do pecado. Assim fez com Zimri e Cozbi no ato da
impureza.
d. Usando-a para encher plenamente o
cálice de sua ira
Quando Deus permite que os homens prosperem um pouco em seus pecados, o
cálice de sua ira está sempre enchendo, sua espada está sempre afiada: e embora
Deus possa evitar os homens por um pouco, a demora em agir não é perdão. Quanto
mais Deus demorar em tomar uma atitude, mais pesado será no final. Enquanto
existir a eternidade, Deus tem tempo o suficiente para lidar com seus inimigos.
A justiça pode ser como um leão adormecido, mas o leão acordará e rugirá
sobre o pecador. Nero, Júlio e Caim já não se depararam com a justiça de Deus?
É tempo de todos os homens se aperceberem que é inevitável, e a justiça
de Deus, por fim, os encontrará.
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Josemar Bessa
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Segunda-feira, Janeiro 09, 2012
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Janeiro 08, 2012
Não está no poder do homem natural converter-se.
Não está no poder de um homem natural converter-se , porque ele é uma nova criação. Como não podemos nos fazer criaturas, muito menos podemos nos fazer novas criaturas.
Mas alguém pergunta: Mas por que Deus nos ordena nos converter-nos se não temos o poder? Ezequiel 18:31: "Faça-se um novo coração e um espírito novo."
A resposta é óbvia: Certa vez, tínhamos o poder. Deus nos deu um estoque de santidade, mas nós a perdemos. Se um mestre dá o seu dinheiro ao empregado para empregar em seu serviço, e ele desperdiça e rouba, não pode o mestre exigir seu dinheiro dele? Embora tenhamos perdido nossa capacidade de obedecer a - Deus não perdeu Seu direito de comando de exigir.
A ordem de Deus mostra nossa incapacidade, nossa depravação - então por graça soberana ele nos mostra sua promessa para aqueles que Ele irá redimir: "E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne". Ezequiel 36:26"
Soli Deo Gloria!!
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Domingo, Janeiro 08, 2012
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Não anda segundo o conselho dos ímpios!
Bem-aventurado o homem
que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Salmos
1:1
Sempre devemos olhar
para os homens ímpios, seu mundo, prazeres... sob os nomes e noções que a
Escritura os descrevem para nós, tais como:
leões por sua
ferocidade,
Ursos pela sua
crueldade,
dragões por sua
hediondez,
cães por sua imundícia,
lobos por sua sutileza,
escorpiões,
víboras,
espinhos,
sarças,
cardos,
silvas,
restolho,
sujeira,
palha,
poeira,
escória,
fumo,
...
Você pode saber muito
bem o que está dentro deles pelos nomes que o Espírito Santo lhes deu.
Ao olhar sobre eles com
esses nomes e noções com que a Escritura os definem; podemos preservar a alma
de frequentar a sua mesa e deliciar-se com sua sociedade. Tais monstruosidades
de impiedade devem tornar a sua companhia em seu prazeres a todos os que
provaram a doçura do amor divino, um fardo e não um prazer.
Bem-aventurado o homem
que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Salmos 1:1
Sola Scriptura!!
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Josemar Bessa
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Domingo, Janeiro 08, 2012
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